Ralos

  Uma pequena palavra, tão simples quando dita, tão barata quando comprada, tão simples na sua instalação, mas que tem valor e utilidade incalculável.
  Eu vivo diariamente o problema de uma sacada gigante sem ralo. São 10 metros de sacada, bastante sujeira, bastante água de chuva e apenas dois “caninhos” enjambrados que maltratam a vida do morador, e principalmente de quem limpa.
  Para o ralo são direcionadas as águas provenientes da chuva, da lavação do piso, no banheiro e principalmente no box do banheiro. Vale lembrar que existem dois tipos de ralo: o “ralo seco” e o “ralo sifonado”.
1º Ralo seco – é usado em pisos diversos, como em sacadas, garagens, varandas, onde não há ligação direta com a tubulação que vem de pias ou banheiros. Porque? Simples: O ralo seco não tem o famoso “fecho hídrico” que é a retenção de uma pequena quantidade de água no fundo do ralo que impede a passagem de odores (mau cheiro proveniente da rede de esgoto do imóvel). O ralo seco pode ser instalado em sacadas, varandas e garagens porque é ligado diretamente na rede de água pluvial (água da chuva), ou direcionadas diretamente para a rede pública de coleta (aquela que passa na rua). Veja na figura abaixo o exemplo:
Ralo seco vista

Ralo seco corte

2º Ralo sifonado – é usado em banheiros, box, cozinhas, ou qualquer outro lugar que exista a ligação direta com uma tubulação de esgoto. Isso porque o ralo sifonado exerce a função de “sifão” ou seja, possui o “fecho hídrico” e impede que os odores provenientes do sistema de esgoto voltem pela tubulação e invadam o ambiente. E sinceramente, não existe nada mais desagradável que estar em um ambiente tomado por mau cheiro de esgoto. Veja na figura abaixo o exemplo:

Ralo sifonado vista
                                                           
Caixa sifonada corte

     O fecho hídrico que falei acima é uma lâmina de água que devido a curva projetada na peça não escorre totalmente, ou seja, essa água impede com garantia de 100% que mau cheiro e maus odores não voltem e invadam o ambiente. Veja na figura abaixo o exemplo:
Fecho hídrico

     Eu considero indispensável que o projetista arquitetônico informe em projeto os locais onde devem haver ralos. Pois devido aos níveis e ou detalhes arquitetônicos ele saberá se ficará ou não água acumulada em determinados lugares. 
    Imagine um prédio de 12 andares sem ralo na sacada (coisa que não é difícil de acontecer). O morador do último andar resolve lavar sua sacada. A água é direcionada através daqueles caninhos improvisados e vem caindo molhando todos os andares abaixo. Respinga paredes, cai na sacada abaixo, molha transeuntes etc... é um caos. Como falei no início desta postagem é muito barato e fácil instalar esses ralos. 
  O projetista informa no projeto onde deve haver ralo, e o engenheiro que for fazer os projetos complementares (de água e esgoto) decide e especifica se usa o “ralo seco” ou “ralo sifonado”.
Simples assim!
    O que não vale é deixar os moradores ou usuários reclamando pelo resto da vida e dizendo “quem foi que projetou isto aqui?”
Abraços..

Criando pranchas no AutoCAD

      Vou ensinar a maneira mais simples de criar pranchas para plotar seus projetos no modo "layout" do seu AutoCAD, são poucos passos:

1º - Depois de desenhar seu projeto no modo "model", clique no modo "layout" conforme a figura abaixo:


    Em layout você cria sua prancha, contendo informações como nome do responsável técnico, CREA, nome do cliente, endereço da obra, tipo de projeto, numeração das pranchas, conteúdo das pranchas etc.
    A prancha é criada normalmente, como um desenho qualquer.

2º - Em seguida, nas configurações de layers, você cria uma nova layer, chamada VPORT, da cor que achar melhor para sua visualização, e clica no ítem "não imprimir, ou bloquear plot" conforme a figura abaixo:

  
      A layer VPORT  é para criação de viewports onde os elementos do seu projeto arquitetônico, tais como planta baixa, cortes, fachadas, localização, implantação etc. irão aparecer dispostos na prancha!

3º - Entre na layers VPORT e digite "mv" (sem as aspas) e de enter então você estará no modo criação de uma viewport. Clique em dois cantos formando um quadrilátero. Você terá criado uma viewport. Nesta viewport aparecerá o projeto que você criou lá no modo "model"... Veja na figura abaixo o modelo:


4º - De um clique duplo dentro da viewport que você criou, centralize o desenho, e de o fator de escala. Vá até ploter/impressora e simule uma impressão. Eu uso a minha prancha em escala 1/5, pois ao dar o fator de escala, o meu desenho já fica em escala 1:50. Para dar o fator de escala você digita "z" enter "s" enter "1xp" tudo sem aspas, e faça um clique duplo fora da viewport. Para deixar em escala 1/100 digite "z" enter "s" enter "0.5xp".  Olhe a figura abaixo: 


Você chegará neste ponto, onde já deixou tudo pronto para plotar seu projeto!
O resultado deve ser igual a esse mostrado na figura a seguir:


5º - Novamente simule a plotagem/impressão, use o "window" para isso. Com as escalas que informei, você deve chegar ao resultado mostrado na figura abaixo.
      O mesmo processo deve ser usado para gerar plt ou pdf.


      Desta maneira você consegue facilmente elaborar pranchas, plotar projetos, gerar pdf entre outros.
      Experimente fazer no seu computador e me conte como foi!
      Abraços...

Prédio "Verde" na França

      Na cidade de Nantes, na França, um prédio residencial em construção terá a fachada toda coberta por vegetação. As plantas escolhidas são de uma espécie acostumada a crescer entre rochas.


      A vegetação crescerá dentro de tubos de aço inoxidável, com o objetivo de fornecer sombra e conforto aos moradores. As varandas se estendem por todo o perímetro do prédio, mas somente uma parte dela será protegida por tubos, garantindo o máximo de crescimento da planta.


      A criação chamada “Tour Végétale de Nantes” de Edouard François, é mais uma das criações verdes deste visionário conhecido por incorporar a vegetação à arquitetura.



Sua obra mais conhecida é um conjunto habitacional em Paris chamado Bio Eden, na foto abaixo:


Prédio em forma de Cacto no Catar - Península Arábica

     No Catar, um emirado da Península Arábica projetou e irá executar um projeto de um prédio inspirado em um cacto. O prédio abrigara os Ministérios de Municípios e da Agricultura.
      O prédio-cacto foi pensado também com um sistema que, de acordo com o calor e com a iluminação, abre e fecha as janelas, criando sombras e deixando a temperatura interior mais amena.
      O projeto foi feito pelos arquitetos de uma empresa tailandesa.





Joinville ganha novo site de Consulta Amarela

A SEINFRA (Secretaria de infra - estrutura urbana de Joinville) lançou o novo site de Consulta Amarela.
O site é bonito, arrojado, e aparentemente mais confiável. 
O usuário não precisa mais anotar o protocolo, pois agora as consultas ficam disponíveis mesmo depois de finalizadas. O usuário se cadastra, cria e acompanha as ocorrências até serem finalizadas, para então imprimi-las  e anexa-las aos processos.
Infelizmente os dados que eram fornecidos antigamente neste novo modelo não estão mais disponíveis.
Eram fornecidas ao digitar a inscrição imobiliária as seguintes informações:

*nome da rua e número da edificação;
*testa do lote;
*área do lote;
*área construída;
*nome do proprietário do lote;
*zoneamento em que o lote está inserido;
*taxa de ocupação permitida;
*usos admitidos.

Agora algumas dessas informações devem ser informadas na hora da abertura da ocorrência, sendo que a única informação útil fornecida pela Consulta é o Zoneamento predominante, que permite ao projetista elaborar estudos de acordo com as leis de uso e ocupação dos solos da Cidade.
Na minha humilde opinião, ficou bonito, nada mais que isso. A antiga consulta amarela era muito mais recheada de informações.



Quer visitar Veneza?

Visitar Veneza não demanda mais de deslocamento.
Você pode passear por lá através do site http://www.veniceconnected.com/
A visita virtual é muito agradável, é claro que não é como estar lá pessoalmente, mas já dá para se divertir.

     

Maneiras de dividir ambientes sem perder iluminação.

      Aproveitar a claridade natural, integrar ambientes ou simplesmente conseguir um efeito cenográfico – são muitas as funções da transparência na arquitetura.
      
      A Revista Arquitetura e Construção edição de Junho vem com uma matéria muito interessante sobre:


Sete jeitos de usar vidro e outros
materiais transparentes



       “As pessoas estão mais sensíveis a propostas que envolvam Transparência”, observa o arquiteto Valério Pietraroia, do escritório paulista NPC Arquitetura. Essa tendência está de acordo com as novidades em matérias-primas. O policarbonato tem conquistado fãs graças a seu manuseio simples. “E a tecnologia fez com que os vidros também passassem por uma evolução. Hoje, só o fechamento transparente não basta – é preciso oferecer valor agregado, como isolamento termoacústico e segurança”, revela Elisabeth Abduch, arquiteta e consultora especializada em vidros.
       Escolhi os quatro mais usuais e interessantes para compartilhar com vocês! Aproveitem...

      


"Para dar ênfase à parte social desta casa, que tem um living extenso, um painel de vidro curvo de 22 m de comprimento contorna o ambiente e permite a entrada generosa da luz natural. No centro, o desenho abraça a obra de arte de Artur Lescher", conta o arquiteto Ruy Ohtake, de São Paulo, autor do projeto. Três aberturas laterais dão passagem para o jardim. Trabalho da Penha Vidros. 








O efeito artístico deste painel (1,75 x 2,50 m) foi obtido com fitas brancas adesivadas na instalação 
entre duas placas de vidro temperado iguais, que formam um sanduíche com 20 mm de espessura. "Como o ambiente social deste apartamento é amplo, pensamos em criar divisórias, mas sem impor barreiras visuais. O elemento translúcido integra os espaços", conta Patricia Anastassiadis, arquiteta de São Paulo responsável pela ideia. Trabalho da Comovil.




Para aproveitar a vista da mata nativa ao redor desta casa, o arquiteto Frederico Zanelato, de são Paulo, investiu nos cobogós de concreto (Facital) recheados de vidro comum de 3 mm de espessura. "Como os elementos vazados já possuem rebaixo, assentamos as placas com massa de vidraceiro. Depois pintamos as peças com tinta acrílica branca", revela o profissional. o rejunte entre elas foi frisado com o auxílio de uma placa de madeira e um prego.




Recursos usados em frigoríficos serviram de referência a este projeto do estúdio paulistano superlimão. "Queria aproveitar a luminosidade da área de serviço sem dificultar a passagem para o espaço de cerca de 2 m². Para deixar a ideia mais moderna, escolhemos a cortina colorida de pvc, que segue o estilo daquelas utilizadas em câmaras frias", conta o arquiteto Lula Gouveia. No alto, um trilho com grampos fixado diretamente na laje prende as faixas de 2,80 x 0,20 m (Initron plásticos).



"As informações e fotos desta postagem foram extraídas da Revista Arquitetura e Construção (Editora Abril) do mês de Junho"

Fases de uma obra

As fases de uma obra são:

PROJETO:
É a fase onde os desejos do consumidor precisam ser totalmente atendidos. É a fase mais importante onde se garante a especificação dos produtos que serão aplicados na obra nas fases seguintes. É uma área de trabalho muito interessante e bem remunerada.


INFRA-ESTRUTURA:
Nesta fase é realizada a preparação do terreno, como aterro, cortes, a construção do barracão de obras, etc. É nesta etapa que é feito o pedido das ligações provisórias de água e energia elétrica, necessários para o andamento da obra.









FUNDAÇÃO:
São os alicerces da edificação, são as estacas, blocos, sapatas, baldrames (vigas no solo).









ESTRUTURA:
É toda a parte estrutural da edificação. Considera-se como estrutura além das já citadas em FUNDAÇÃO os pilares, as vigas (vigas aéreas também chamadas de viga de cobertura) e as lajes. Os intens de fundação e estrutura se dividem em outros itens, além de haver centenas de variações destes componentes. No que diz respeito a importância de execução esta é sem dúvidas a fase mais importante, pois é muito difícil e caro fazer possíveis consertos de erros na  estrutura posteriormente. Por exemplo, uma cerâmica mal instalada pode facilmente ser substituída, já um pilar ou uma viga mal executada é muito difícil se ser consertada.









 VEDAÇÕES:
Trata-se do chamado fechamento e divisão dos cômodos da edificação, normalmente de alvenaria. As variações são muitas, podendo a vedação ser executada em madeira, gesso, isopor, além do próprio concreto. Neste tópico incluímos a colocação de portas e janelas, instalações de água e energia elétrica.









 COBERTURA:
É a execução da cobertura da edificação, que pode ser com telhado ou laje. A cobertura possui um infinidade de elementos, tipos e modelos. Tema este que posso abordar a fundo em um próximo post.









ACABAMENTO:
É a finalização da obra, constitui a instalação de cerâmica, aparelhos sanitários, pintura etc. 
É a parte da obra onde os insumos são os mais caros.

Funções, tipos e padrões de obras

      Todo cliente tem necessidades específicas, que se refletem na hora de fechar um negócio. Para saber o que oferecer, é necessário realizar um trabalho de pesquisa em relação ao cliente que vai atender. Por exemplo, procurar saber se ele irá construir, reformar ou ampliar, qual tipo de obra, qual o padrão da obra, onde ele mora.
     O cliente normalmente não tem experiência e nem conhecimento sobre o assunto, por isso é importante sabermos orientá-lo.
      Vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos, padrões, funções e fases de uma obra.

FUNÇÕES DA OBRA:


   Residencial:

    Comercial:
    

    Infra-estrutura:
    
    
    Industrial:
    
TIPOS E PADRÕES DE OBRAS:
     
    Horizontal popular:
    
   
    Vertical Popular:
    
      
     Horizontal Médio:
     

      Vertical Médio:
      
      
      Horizontal Luxo:
      

      Vertical Luxo:
      

      Conhecendo bem o seu cliente, quais as suas necessidades e suas possibilidades você saberá exatamente o que ele precisa. 
      No próximo post irei falar sobre as diversas FASES de uma obra.

Unificação ou desmembramento de áreas.

      Uma questão vivenciada de uma forma muito comum é a necessidade de unificar ou desmembrar áreas. Ou seja: "juntar" dois ou mais lotes ou "dividir" um lote em dois ou mais, de uma forma legal.
      Podemos exemplificar da seguinte maneira: Seu cliente deseja construir um galpão em um terreno, mas este não é grande o bastante para atender a necessidade do seu cliente, então ele pode comprar um ou mais lotes vizinhos e procurar um profissional responsável que faça a unificação dessas áreas através de projetos, levantamentos topográficos, autorizações da prefeitura, e por fim,  o registro em cartório.
       Será emitido um registro de imóveis e escritura com as novas dimensões do lote e consequentemente os atuais confrontantes.
       Da mesma maneira procede o desmembramento de uma área. Por exemplo: Uma pessoa que possua um terreno de grandes dimensões poderá lotear esta área. Será necessário que ele contrate um profissional responsável para fazer os projetos, levantamentos topográficos, autorizações nos órgãos de proteção do meio ambiente, prefeitura, etc. No caso de desmembramento de áreas, existe a questão das dimensões mínimas que cada lote possuirá no final. Não pode ser feito de qualquer forma. A Prefeitura informa através de documento específico qual a menor dimensão exigida naquele zoneamento. 
      Existe ainda a chamada Retificação de Áreas. Suponhamos que você seja proprietário de um terreno, registrado com área de 15x30 metros. Ao fazer o projeto para construção da sua casa o profissional que foi conferir as medidas do lote indica que a área está a menor, 14,50x29 metros. Isto é muito mais comum do que se imagina. No caso você dificilmente conseguirá reaver a metragem faltante, pois terá que entrar com um processo judicial. Porém, você poderá simplesmente retificar a área, e assim o registro do lote ficará com as dimensões obtidas "in loco"
      Quando o seu terreno está maior que o em registro, é mais fácil, pois basta que os seus vizinhos (confrontantes diretos) aceitem a condição atual e o registro pode ser retificado.
       Elaborei esta postagem apenas para que saibam que é possível, é fácil todavia não é rápido. Devido a morosidade do serviço público uma unificação, desmembramento de áreas ou mesmo retificação demora no mínimo 6 meses.