Arquitetura ou engenharia do ferro?

    Passeando pela internet em leituras sobre arquitetura cheguei ao tema: arquitetura do ferro. Pesquisando sobre o assunto percebi que na verdade, a arquitetura aderiu ao ferro, posteriormente a engenharia.
  O ferro entrou na arquitetura através da engenharia, isso porque devido ao crescimento gerado pela industrialização, os engenheiros precisavam dar vazão as necessidades estruturais daquela época. Sendo o ferro é um material muito flexível e resistente, atendeu as necessidades técnicas da engenharia e protagonizou o desenvolvimento da arquitetura nos séculos XVIII, XIX e XX. Uma referência mundial da arquitetura do ferro é a Torre Eiffel, símbolo da capital francesa. 
   A introdução do ferro na arquitetura mudou a face das cidades, conferindo-lhes uma aparência moderna e alto valor comercial. 
   Gustave Eiffel foi um dos maiores projetistas que usou ferro em suas construções. São inúmeras obras grandiosas que foram construídas em ferro fundido, idealizas por Eiffel. 
    Veja alguns exemplos de obras de arquitetura executadas em ferro.

  •  Ponte Maria Pia na cidade do Porto em Portugal;



  •  Casa de Ferro em Moçambique;



  •  Catedral de São Marcos de Arica no Chile;



  •  Museu do Louvre na França;



  • Torre Eiffel na França;



  •  Ópera de Arame em Curitiba, no Brasil;




  • Viaduto de Garabit no sul da França;




*As fotos foram copiadas da internet, em sua maioria dos sites: google imagens e wikipédia.

Destino da Fundema em Joinville está sendo discutido

     O atual prefeito de Joinville acatou a demanda da população em relação a demora na emissão de alvarás (construção e funcionamento) e licenciamentos ambientais. 
    Chegou até a Câmara de Vereadores deste município o projeto de lei 8/2014, que pretende desburocratizar o sistema e agilizar os processos na Seinfra (Secretaria de Infraestrutura Urbana) e Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).
    
    Na Seinfra uma grande inovação já está em prática, que é o Projeto Legal – já foi tema de postagem neste Blog. O Projeto Legal suprime o projeto arquitetônico a apresentação apenas daquilo que é importante para a prefeitura: índices urbanísticos. Tornou-se um projeto simples para fazer, para analisar e com isso o tempo de análise está diminuindo muito.
        
   Ontem, estive em uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores para acompanhar a discussão sobre a Fundema, cujo projeto deseja transformá-la em um departamento da prefeitura, afinal, conforme a Constituição Federal, a responsabilidade pelo meio ambiente é de cada município (lê-se prefeitura municipal). 

   Muitos funcionários públicos concursados da Fundema são contra, mas o apelo das classes empresariais bem como da população em agilizar o processo é forte. Considerando que não haverá desvios de função e perda de autonomia financeira, não entendi o motivo de tanto desespero em relação a mudança. Eles dizem que essa mudança não trará nenhum benefício. Será? 
   
   Independente do órgão que cuidará do meio ambiente em Joinville (fundação, departamento ou secretaria) o que o prefeito municipal precisa fazer é organizá-lo e investir recursos para que resultados positivos surjam e justifiquem a mudança.

Tenho crédito sobre o texto e foto.
O texto é uma opinião particular minha, podendo não ser a mesma de pessoas que aparecem na foto.

A arquitetura brasileira está de luto

    O Arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé) faleceu nesta quarta-feira - 21/05/2014 - vítima do câncer, em Salvador.
    Lelé participou ativamente na construção de Brasília, atuando com Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer na implantação da UnB (Universidade de Brasília).
    Ele projetou o conjunto arquitetônico da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, criando espaços que permitiram a implantação de uma cultura em medicina de reabilitação, que vem beneficiando milhares de brasileiros.
    Seus projetos eram modernistas e comprometidos com a integração arquitetônica à paisagem, bem como o contexto cultural.
    Foi agraciado com a mais importante premiação de arquitetura das Américas, a Medalha de Ouro da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) em 2012, dentre outros importantes prêmios do seguimento.
    O Blog Projeto Arquitetônico se solidariza com a família e lamenta profundamente a perda de uma mente brilhante para a arquitetura.

Crédito da foto: Revista ISTOÉ
Fonte do texto: folha uol e globo.com

Incorporações - Processo de Incorporação Imobiliária

    Normalmente, para poder construir uma casa e posteriormente vende-la é fácil. Basicamente você vai precisar de um projeto arquitetônico, ART de projeto e execução – dos responsáveis pelo projeto e pela execução da obra - e alvará de construção (emitido pela Prefeitura Municipal).
    Quando você vai construir prédios, conjuntos residenciais ou comerciais, ainda que de poucas unidades, será necessário incorporar o empreendimento.
    
    A incorporação é um processo que visa a construção de empreendimentos comerciais ou residenciais que possuam unidades autônomas para posterior comercialização.
Uma construtora não pode vender (legalmente falando) um apartamento sem ter incorporado o prédio. O processo de incorporação é feito no cartório de registro de imóveis local, através da divisão exata das áreas de cada unidade autônoma, bem como da proporção de área comum que será partilhada.

    Para poder incorporar o imóvel o incorporador ou construtor precisa apresentar uma série de documentos identificando-se e identificando os projetos (aprovados) e executivos bem como os Quadros da NBR que definem exatamente a quantidade de área de uso privativo ou comum, divididas em várias categorias como: área de uso comum coberta, área de uso comum descoberta, área privativa coberta, área privativa descoberta, áreas de vagas de garagem entre outras. Além disso o terreno que terá a edificação incorporada será fracionado para que cada unidade tenha a sua parcela do terreno devidamente mencionada e registrada.

    Quem regulamenta os condomínios e incorporações é a Lei nº 4.591/1964. Já os quadros a serem preenchidos são da NBR NBR 12.721. Essa Norma estabelece os critérios para avaliação de custos unitários, cálculo do rateio de construção e outras disposições correlatas, conforme as disposições fixadas e as exigências estabelecidas na lei acima citada.

    Além dos quadros de áreas e custos também são documentos obrigatórios à serem apresentados a minuta de convenção de condomínio, memorial de incorporação e/ou especificação da instituição de condomínio. Tudo isso com a finalidade de registrar o que e quanto pertence a cada unidade, além de ser necessário na hora do rateio das despesas do empreendimento após a entrega aos seus proprietários, durante o uso, para pagamento da taxa de condomínio, por exemplo. 

    Então, só para lembrar e recapitular, ninguém (pessoa física ou jurídica) pode vender imóvel que não foi incorporado. Se você for comprar algum imóvel (apartamento ou sala comercial) em edifícios ou conjuntos residenciais ou comerciais certifique-se que este já foi incorporado.
    Normalmente as construtoras e incorporadoras acabam buscando auxílio de consultores ou empresas especializadas em incorporações imobiliárias, pois preencher os quadros da NBR não é tarefa fácil. 

Obs: texto próprio, quer copiar peça autorização. As imagens foram retiradas da internet e tem apenas o objetivo de ilustrar o texto, sem a intenção de obtenção de crédito das mesmas.

Cultivando jardins em pequenos espaços

   Para quem mora em casa, cultivar um jardim é muito fácil, pois se tem tudo ao alcance e de fácil acesso. Já não se pode dizer o mesmo de quem mora em apartamento.



   
  Existem pessoas (como eu por exemplo) que são fascinados pelo verde - lê-se verde como plantas vivas - mas que mora em apartamento e acha difícil cultivar um jardim.  A boa notícia é que não é tão difícil assim.
   Como nem todos tem chance ou poder aquisitivo para morar em uma cobertura com amplo terraço, as dicas vão para quem tem uma pequena sacada ou espaço embaixo da escada e deseja aproveitá-la para abrigar um jardim. 

   Quero apenas salientar que diferentemente de outros blogs e sites que apenas falam sobre o assunto, aqui no projetoarquitetonico.com trata-se de uma experiência minha.

   Primeiro é necessário verificar se o espaço que você possui é alcançado pelos raios solares. De acordo com essa informação é possível escolher as plantas que vão compor o seu jardim. Em uma floricultura qualquer onde você for escolher suas plantas os profissionais saberão lhe indicar as ideais para o seu caso.
   Para saber qual tipo de jardim você poderá fazer no local que tem disponível é necessário saber também se ele dispõe de ralo (para escoar eventual água de quando você for regar suas plantas) e se a laje é impermeabilizada. Se a laje é impermeabilizada e possuir ralo você pode ousar um pouco mais e fazer um jardim bem natural, com grama e plantas cultivadas sem o uso de vasos (plantadas direto no solo).  Você deve preparar o solo com pedriscos para drenar a água.
   Se você não possui ralo e nem laje impermeável terá que moldar o seu jardim com o uso de plantas alojadas em vasos com pratos (não esqueça de colocar areia para evitar dengue). Basicamente é o meu caso. Na minha sacada tem ralo, porém a laje é permeável. Tem um complicador que é o guarda corpo em alvenaria, que produz muita sobra durante o dia. A solução então foi adotar o uso de plantas no piso que preferem sombra, um arbusto mais alto que aproveita parte do sol, e uma planta suspensa que precisa de sol na maior parte do tempo.
   Atualmente você pode aproveitar os benefícios das pedras que são comercializadas em vários tamanhos e cores, além da argila expandida, que agrega muito valor aos jardins. Pode-se usar também pedaços de troncos de árvores (o tamanho vai variar de acordo com o seu espaço disponível. Você pode comprar esses acessórios prontos ou passear em algum lugar que tenha mata e será fácil encontrar, pois caem galhos e árvores o tempo inteiro e acabam apodrecendo no solo.
   Bromélias são muito bem vindas, pois demandam de pouca manutenção. Lírios também é uma boa. Para facilitar, bromélias com as folhas de cor e textura lisa preferem sombra e as que são malhadas e ásperas ao toque se dão melhor com a incidência de luz solar. 
   Use terra adubada e xaxim de fibra de coco para ajudar as plantas a se sentirem melhor, crescerem e durarem mais.
   Existem também vitaminas que devem ser adicionadas a água para ajudar as plantas com as suas necessidades, haja visto que elas não estão na natureza onde essas necessidades vitamínicas são fornecidas naturalmente. Aqui em casa uso os da marca ultraverde.
   Para quem tem floreira na sacada, integrada a arquitetura do edifício, tem a vida facilidade, pois provavelmente ela já foi construída para receber plantas. Porém a floreira por si só não é um jardim, aí vale completar o visual.
   Na dúvida contrate um profissional da área que poderá de ajudar com dicas e informações técnicas relevantes para o seu jardim dar certo.


 

Este é o meu jardim. Gastei com ele um total de R$230,00 com plantas, xaxins de fibra de coco, 30 kg de pedras brancas (02 tamanhos diferentes) e 01kg de argila expandida. 
Espero que tenham gostado!

Observação: As três primeiras imagens que ilustram esta postagem foram copiadas da internet. Não tenho o objetivo de obter crédito sobre as mesmas. Porém, as três últimas são fotos minhas, se quer copiar peça autorização ou insira os créditos.



Reformar não é mais tão simples assim: NBR 16.280

     Construir ou reformar já não é tarefa das mais simples para muitas pessoas. Para quem não é da área então, pode ser uma grande dor de cabeça.
     É normal e corriqueiro que prédios novos ou antigos, comerciais ou residenciais, passem por reformas. Mas não é normal que reformas que afetem a estrutura sejam conduzidas diretamente pelos proprietários, caso estes não sejam profissionais técnicos da área da construção civil (Engenheiros, Arquitetos, Tecnólogos ou Técnicos). Neste caso, o interessado em reformar seu apartamento ou sala comercial deve contratar um Engenheiro Civil ou Arquiteto  - estou questionando a ABNT o porquê de o Técnico em Edificações e o Tecnólogo em Construção de Edifícios não terem sido mencionados na NBR - para se responsabilizar pela obra. 

    A NBR é clara no tocante à exigência do responsável técnico, se você vai trocar um lavatório ou trocar a cor da tinta por exemplo, não se faz necessário contratar o profissional. Porém, se você pretende alterar paredes, instalar esquadria para fechar a sacada, instalar banheira, abrir furos na alvenaria, interferir em elementos estruturais (aumento ou redução de carga) entre outras coisas, aí sim, se faz indispensável o projeto, acompanhamento e responsabilidade técnica do profissional e o aval do síndico. Caso este não tenha competência para corroborar com as alterações que a reforma irá causar no edifício, será obrigado a contratar também um profissional técnico que o faça, ou seja, que ateste que a reforma não implicará em danos à estrutura do imóvel.
    O último acidente mais grave ocorreu há dois anos, quando um edifício de 20 andares desabou no Rio de Janeiro em virtude de uma obra de reforma no terceiro pavimento.



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Um novo desafio vem aí!

Olá pessoal.

Quero compartilhar com vocês uma mudança de trajeto em minha carreira profissional.
Em boa hora, deixo de contribuir na Assistência Técnica da empresa em que trabalho para assumir um novo desafio.
Dentro em breve terei uma nova função no Departamento de Incorporação da construtora.
Isso significa uma adaptação momentânea no setor, onde precisarei focar no aprendizado de determinados processos para oferecer o melhor como profissional. 

Feliz!

Após passar alguns anos projetando, fiquei outros tantos liderando a equipe de assistência técnica – em empresas diferentes é claro – e agora essa nova oportunidade deve abrir uma nova gama de experiências e conhecimentos, os quais sem dúvidas, terei o maior prazer em compartilhar com vocês.

Frio na barriga, mas vamos lá! Que venha o novo.

Abraços.

Alvenaria estrutural, comercialmente falando

    O método construtivo Alvenaria Estrutural já foi tema de postagem neste blog, tecnicamente falando é claro. Agora, gostaria de apresentar para vocês as questões comerciais que envolvem esse sistema construtivo. 
    
  Conversei com a Gerente Comercial da Rôgga Empreendimentos, que foi eleita a 33ª empresa que mais cresceu no país em 2013, segundo a Revista PME (Pequenas e Médias Empresas).

Aline Ev. Gerente Comercial
Rôgga Empreendimentos.
   Aline Ev, especialista em Gestão Comercial, trabalha na Rôgga há 06 anos e responde pelos departamentos de Incorporação, Marketing, Comunicação, Vendas e SAC. Ela explica que a Rôgga passou a adotar a alvenaria estrutural em seus empreendimentos há 05 anos, prioritariamente pela competitividade no mercado e pelas novas ações de vendas do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida – Programa do Governo Federal). Aline completa que o maior benefício do sistema é o custo x benefício, porém, executar garagem abaixo da torre se torna caro, então, faz-se necessário edificar uma torre em alvenaria convencional apenas para garagem. “O tempo de execução também agrada muito na hora da venda”, reforça. 
    Para os clientes a preocupação é o layout do apartamento, bem como área útil, “o método construtivo em sí não interfere no ponteiro de vendas” garante a Gerente. Localização privilegiada é um dos principais benefícios oferecidos pela construtora, que dispõe de duas linhas de produto exclusivamente em alvenaria estrutural, Soft e Easy Club. Na segunda opção o cliente tem como atrativos sala de jogos, espaço gourmet, piscina, academia ao ar-livre, quadra poliesportiva, etc. 
   
  A construtora oferece 04 linhas de produto, mas nem todas são disponibilizadas em alvenaria estrutural em virtude da necessidade do cliente em alterar o layout do apartamento. Na pratica, produto mais caro deve ser mais personalizável.
   
   O percentual de produtos já entregues em alvenaria estrutural corresponde a 28%, um número modesto, considerando que a construtora já vendeu 100% das unidades de 12 edifícios, também neste sistema construtivo, que serão entregues nos próximos 15 meses. 

   Aline comenta que o feedback comercial é constante para que o setor interno de engenharia proporcione melhoria contínua no produto, adequando-se principalmente às necessidades do mercado. 
    
   Quando fala em aceitação no mercado, Aline Ev garante que é em nível de Brasil, e que não há rejeição em nenhuma região.
    
    A Rôgga Empreendimentos é uma empresa Certificada pela ISO 9001, PBQPH nível A e foi a primeira construtora brasileira a receber o Selo Azul da Caixa Nível Ouro de Construção Sustentável.


Edifício John Hancock - arquitetura e humildade

Sobre arquitetura e humildade.

“...um amigo meu acabou sentando perto do renomado arquiteto I.M. Pei.
Meu amigo é de Boston, onde o famoso prédio John Hancock, projetado pelo Sr. Pei, domina os céus da cidade, avultando-se na esquina da venerável Praça Copley. A praça é também o local de dois marcos arquitetônicos maravilhosos do século XIX: a Trinity Church (Igreja da Trindade), um portento em estilo medieval e granito multicolorido, e a Biblioteca Pública de Boston, no estilo italiano-renascentista, repleto de arcos romanos e de dignidade. O prédio John Hancock, um recém-chegado ao local, é uma torre arrojada, na forma romboidal, totalmente recoberta por vidro reflexivo. 
Meu amigo captou a oportunidade para perguntar ao Sr. Pei o seguinte: “Por que, flanqueada por aquelas duas antigas construções de pedra e granito magníficos, o Senhor revestiu o prédio John Hancock de vidro? 
“Sim. Bem, quando você olha para o vidro, vê o quê?”
“Bem, vejo aquelas duas construções magníficas”
“Exatamente.”

         
Edifício John Hancock
Biblioteca Pública de Boston
Trinity Church (Igreja da Trindade)

A intenção do Sr. Pei foi homenagear aqueles marcos, refletindo-os primeiro, construindo sua obra arquitetônico em volta deles...”


Trabalhe de forma que a sua obra não ofusque a criação dos outros, e sim, de forma que as valorize.


Texto extraído do livro Fale Claro para que todos entendam, de Sonya Hamlin.