Mas afinal, qual a diferença entre Engenheiro Civil e Técnico em Edificações?


    Diferentemente de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, que são cursos de nível superior, o Técnico em Edificações é um curso de nível médio.
Além disso, a duração de cada curso também é muito diferente – 05 anos contra 02 anos.
Como Técnico em Edificações consciente que sou, jamais falaria que ambos estudam a mesma coisa, mas o Técnico pode assinar só 80 m². Que o Técnico trabalha pra burro, mas é a assinatura do Engenheiro vale mais. Respostas absurdas desse tipo lí em fóruns sobre o tema na internet.
    O Técnico em Edificações é um profissional habilitado, que em obra pode tranquilamente promover o elo de ligação entre o Departamento Técnico (Engenheiro e Arquiteto) e a mão de obra (mestres e pedreiros). Um Técnico em Edificações pode atuar como Projetista Civil, pode ser responsável pelo dia – a – dia em uma obra, pode trabalhar como orçamentista, com qualidade, entre uma extensa lista de funções dentro de uma empresa de construção civil.
    Em um Curso Técnico de Edificações você estuda Cálculos Estruturais (muito embora não possa assinar responsabilidade técnica de estruturas), Projeto Arquitetônico (pode assinar a responsabilidade por até 80m²), Materiais de Construção Civil, Topografia, Orçamentos, Empreendedorismo, Normalização e Projetos, entre outras. Todavia a matéria que considero mais importante é a Aula Prática.
    Na aula prática os estudantes de Edificações colocam a mão na massa, locando obras, fazendo formas, armando aço, concretando pilares e vigas, construindo telhados, pintando e texturando paredes, criando tubulações de água fria e esgoto sanitário, etc.
    O Técnico em Edificações é habilitado pelo CREA, normalmente como os engenheiros.
Claro que como em outra área ou formação qualquer, existem profissionais e PROFISSIONAIS. Se uma pessoa frequenta um curso de Edificações só por frequentar, será um profissional destes que circulam pelo mundo sem saber a que veio. Já aqueles que sabem o que querem, e sabem onde querem chegar, um Curso Técnico em Edificações  pode lhe abrir várias portas. Hoje em dia este curso está em alta, faltam técnicos em edificações no mercado de trabalho.
    Em uma empresa organizada e consciente, onde não há disputas por poder, onde o ego de determinadas pessoas não precisa ser massageado diariamente, um Técnico em Edificações pode contribuir muito com suas habilidades.
    Quando me perguntam: Rafael você é Engenheiro ou Arquiteto? Respondo: Sou Técnico em Edificações, com muito orgulho!

Como corrigir fissuras provenientes de "dilatação térmica".


    Pela manhã você observa fissuras nas paredes do seu apartamento, se assusta e chama um profissional para ver o que esta acontecendo.
    Quando o profissional chega para verificar á tarde, as fissuras sumiram. E não há como encontrá-las.
     Provavelmente essas fissuras originam-se devido á dilatação térmica – retração (frio) e expansão (calor).
    Em edifícios de alvenaria estrutural é comum nos aptos do último andar aparecerem esse tipo de fissuras. Esse fato ocorre porque a última laje trabalha muito. Por isso o recomendado é a utilização de junta de dilatação na última laje.
   Se você tem este tipo de problema, pode utilizar um método  de recuperação, de tal forma que o revestimento tenha capacidade de absorver ou acomodar a movimentação dessas fissuras.
    Vou descrever abaixo o procedimento proposto pelo Engenheiro Luiz Sérgio Franco, que é Diretor da Arco e professor da Poli-USP.

1º - Retirar o revestimento de uma faixa de pelo menos 20 cm de largura ao longo do comprimento da fissura, até ultrapassar 25 cm em cada ponta;
2º - Limpar a faixa com uma escova e depois pano seco, para retirar todos os resíduos e poeira;
3º - Aplicar fia adesiva com 05 cm de largura e impermeável sobre toda a fissura;
4º - Aplicar uma demão de cola PVA diluída em água com um pincel (traço 1:1 em volume);
5º - Preparar a argamassa de prevenção nas seguintes proporções:
01kg de cola PVA
3 kg de massa corrida
No máximo 1 litro de água.
6º - Aplicar a argamassa de prevenção com o lado liso de uma espátula de aço com uma espessura de 1 a 2 mm;
7º - Cortar manta de poliéster  em tiras de 14 cm de largura;
8º - Mergulhar a manta sobre a faixa, de cima para baixo, com um transpasse mínimo de 05 cm de emendas – Se a fissura for no canto, a manta deve ser dobrada acompanhando o canto;
9º -  Sobre a manta aplicar uma mistura de cola PVA e massa corrida na proporção 1:2,5 em volume (cola:massa);
10º - Promover acabamento com desempenadeira de aço;
11º - Esperar secar e lixar com lia de ferro número 100;
12º - Aplicar a cola com massa, esperar secar e lixar até a superfície ficar pronta para pintura.

    Este procedimento é exclusivamente para fissuras originadas pela dilatação térmica em pequena escala.
  O ideal é procurar orientação técnica de um Engenheiro Civil, ou um Profissional de Patologias em Construção Civil para verificar exatamente o seu caso.

Pavimentação Permeável


     Criada com o objetivo de minimizar impactos ambientais gerados pelo crescente volume de edificações e pavimentações que impedem a absorção da água das chuvas pelo solo – que geram as enchentes nas cidades - a pavimentação permeável é uma alternativa viável, acessível, que além dos benefícios ambientais, leva beleza e charme ao piso de empreendimentos imobiliários.

     A pavimentação permeável consiste basicamente em uma camada de brita em contato direto com o solo, que fica abaixo de peças de concreto encaixadas, cujos vãos recebem grama natural plantada com terra fértil.
    
     A água das chuvas passa pela grama, e escorre pelos vãos da brita enquanto é absorvida pelo solo. Importante ressaltar que a pavimentação permeável deve ser executada em nível inferior ao piso acabado de calçadas e garagens para evitar que ao saturar, a água invada os ambientes da edificação.

     Não se deve deixar de lado e nem ser considerado menos importante o correto dimensionamento da drenagem e direcionamento de água pluvial.

   Segundo Mariana Marchioni, coordenadora do projeto de estudo do pavimento permeável da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), esse sistema construtivo tem alta capacidade de drenagem, o que evita alagamentos. O sistema é composto basicamente por uma camada de base de pedra britada, ou seja, os agregados deixam espaços vazios por onde a água infiltrada é armazenada. Essa estrutura atua também como filtro, retendo resíduos sólidos, o que ajuda a reduzir a contaminação da água. 

    No revestimento (camada superficial do pavimento), podem ser utilizadas peças de concreto pré-moldadas ou concreto poroso moldado in loco.


    O sistema, já difundido como ferramenta de prevenção a enchentes e alagamentos em países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos, no Brasil vem sendo propagado com o apoio técnico da ABCP.
Fonte: Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

    A Rôgga S.A. Construtora e Incorporadora, que é a primeira e até então a única construtora brasileira certificada pelo Selo Azul da Caixa – nível ouro, sediada em Joinville/SC passou a implantar em seus empreendimentos a utilização deste tipo de pavimentação.

    Hoje em dia, em tudo que se faz, não se pode deixar de lado as questões ambientais. Nós seres humanos não podemos ficar limitados a convivência com o concreto, não podemos nos acostumar com a falta do verde em nossas vidas.

Arquitetura animal

Recebi um e-mail e o conteúdo eram essas belas imagens. Não poderia deixar de divulgar em meu blog, pois o que o instinto desses animais lhes permite fazer nada mais é que Arquitetura e Engenharia pura.
Tudo isso sem nenhuma ferramenta, apenas o bico, que ao meu ver deveriam ser dignos de receber um título de "mestres de obras"...










Aproveitando bem pequenos espaços.

      Aproveitar pequenos espaços de forma inteligente e com harmonia é o desafio de muitos profissionais hoje em dia, e tende a crescer.
    Com a diminuição dos lotes, e a demanda por quantidade de habitações nas grandes cidades, faz arquitetos e decoradores "quebrarem a cabeça" para deixar ambientes pequenos, em belas e confortáveis moradias.
    Veja neste vídeo do youtube, a apresentação de um projeto de moradia modular e funcional assinado pelo arquiteto chinês Gary Chang. Por meio de módulos deslizantes e encaixáveis entre si, o profissional criou 24 configurações diferentes para o pequeno imóvel localizado em Hong Kong.





Mansão desabitada em Mumbai - Índia

Uma mansão de 27 andares continua desabitada desde o ano passado na Índia, na cidade de Mumbai.



Mumbai é a capital do estado de Maharashtra e a maior cidade da Índia e do mundo, com uma população estimada em quatorze milhões de habitantes. Bombaim encontra-se na ilha de Salsete, ao largo da costa ocidental de Maharashtra. A sua região metropolitana é a terceira maior do mundo, com uma população de cerca de 22 milhões de habitantes. A cidade possui um porto natural profundo pelo qual passam metade do tráfego de passageiros da Índia e grande quantidade de carga.



Ela é de propriedade do homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani.


A explicação popular para o fato de o dono ainda não ter se mudado é que apesar do tempo e do dinheiro investidos, o prédio não está em conformidade com a antiga doutrina arquitetônica indiana conhecida como "vastu shastra". São 37 mil metros quadrados, 9 elevadores e 27 andares!


"Vastu shastra" nos dá a técnica de como harmonizar o ambiente, influenciando nossas vidas e indica a harmonia que se deve ter entre os elementos fora e dentro do corpo, no ambiente de residência ou de trabalho.
"Uma casa adequadamente desenhada e agradável será a morada da boa saúde, riqueza, inteligência, boa progênie, paz e felicidade e redimirá seu dono de débitos e obrigações. Negligenciar os cânones da Arquitetura resultará em viagens desnecessárias, mal nome, perda da fama, lamentações e desapontamentos. Todas as casas, vilas, comunidades e cidades, portanto, deverão ser construídas de acordo com o Vastu Shastra. Trazido à luz em favor do universo inteiro, esse conhecimento é para a satisfação, melhoria e bem-estar generalizado de todos."

Certamente, o lar – que se chama Antilia e, segundo relatos de jornais indianos, possui três heliportos, seis andares de estacionamento e uma série de jardins flutuantes – parece habitado.

À noite, a torre do tipo cantilever se acende toda. Os membros da classe abastada da cidade relatam ter frequentado sessões de cinema e jantares no grande salão, servidos por uma equipe treinada pela luxuosa cadeia de hotéis Oberoi

Projeto de Cobertura

Planta de Cobertura

Olá meus queridos. Perdão pela ausência no último mês!
Trouxe para apreciação de vocês, uma planta de cobertura, dentre as várias que tenho projetado nos últimos meses. Não sei a explicação do porque, mas praticamente todos os pedreiros estão precisando deste complementar para executar a cobertura das nossas obras.
Antigamente a implantação/situação e o que era mostrado nos cortes bastava para que fosse executada a cobertura.
O Projeto de Cobertura é um projeto complementar como qualquer outro, como um estrutural ou elétrico por exemplo, portanto precisa ser cobrado.
O que vem acontecendo é que não cobramos por este projeto, e tão pouco costumávamos incluí-lo na lista de projetos complementares que fazem parte do nosso escopo.
Mas estamos percebendo que ele não pode ficar a parte, pois ao chegar na cobertura os clientes nos tem procurado pedindo tal projeto.
Para não precisar encarecer o m2 do projeto orçado, e também para não cobrá-lo separadamente, tenho feito “Planta de Cobertura”.
A Planta de Cobertura é um desenho relativamente simples, que mostra ao executor o posicionamento de cada peça da estrutura do telhado, mostra a altura dos pontaletes principais, a distância entre os caibros (estes dois últimos são os mais importantes) e a dimensão das peças.
Coloco a disposição de vocês em PDF para aqueles que estiverem interessados.

Cidade fantasma San Zhi, em Taiwan

     Li sobre essa cidade abandonada, e fui pesquisar para saber mais sobre ela, achei muito interessante, pois me sinto muito atraído por lugares e coisas abandonadas, resolvi compartilhar com vocês.
     Talvez vocês já tenham lido sobre esse local em algum lugar, mas caso ainda não conheçam, vejam só:
     San Zhi é um complexo de arquitetura futurista que fica localizado no litoral norte de Taiwan…mas o mais intrigante nisso tudo é que ele está abandonado há anos! É difícil entender o real motivo, já que parece ser um lugar agradável e com um design interessante. Aparentemente o local foi abandonado ainda durante sua construção devido ao elevado número de fatalidades.
     Como em qualquer lugar abandonado, San Zhi envolve algumas histórias de fantasmas que habitam o local…o que não poderia ser diferente.








     Sobre o motivo pelo qual abandonaram as obras há várias versões: alguns falam de dezenas de operários mortos nas primeiras semanas de trabalho; outros asseguram que foram os próprios operários que fugiram do lugar ante a presença de misteriosas criaturas.

Projeto de uma escada metálica

    Meus caros amigos, fiz um projeto de uma escada metálica, não é exatamente meu foco de trabalho, mas como aceito toda proposta e aceito desafios usei um pouco do meu conhecimento prático para elaborar este projeto que decidi compartilhar com vocês.
    Nosso cliente tem um galpão de serviços, todavia quando da construção irregular do mesmo, instalou uma escada caracol, cujo modelo é vetado pelos Bombeiros em locais de serviço, comércio ou instituições, a escada caracol é de uso exclusivo para residências.
    Na hora de regularizar houve a necessidade de atender a lei, então elaborei o projeto desta escada, que será executada em aço, degraus maciços de aço, com piso em aço xadrez anti-derrapante (vulgarmente chamado de piso de ônibus). A sustentação se dá pela lateral esquerda da escada que será parafusada a estrutura de concreto armado existente.

    Vejam as imagens:







Quando estiver pronta faço as fotos para disponibilizar para vocês.

Cartilha Ajorpeme

     Uma iniciativa louvável partiu do Núcleo de Engenharia Civil da Ajorpeme que traz os principais aspectos de interesse da população na hora de construir, reformar ou regularizar a sua obra.
     Imagino que esta deveria ser uma iniciativa do Governo de Joinville, mas, ainda bem que temos na cidade outro órgão mais preocupado com o trabalho dos profissionais da área e com a segurança geral da população, que é a Ajorpeme.
      A Cartilha fala sobre a aquisição de imóveis (terrenos ou edificações) neste sentido também já fiz uma postagem no blog, fala sobre a contratação do profissional técnico (a cartilha fala erroneamente "contratação de engenheiro" mas tomei a liberdade de corrigir aqui, pois as pessoas podem contratar Engenheiros, Arquitetos ou Técnicos em Edificações), fala também sobre a contratação da mão-de-obra, aprovação de projetos, honorários e por último sobre o desperdício na construção civil.
      A CARTILHA DA BOA CONSTRUÇÃO CIVIL pode ser obtida gratuitamente na Secretaria de Infra-estrutura Urbana da Cidade de Joinville, na própria Ajorpeme ou no CREA. 
      Visitantes de outras cidades e regiões, encaminhem solicitação às Prefeituras de suas cidades pedindo que formulem material como este da Ajorpeme para distribuir gratuitamente à população. Todos ganham!