Maneira correta de cotar o projeto

   Cotar um projeto (desenho) é muito simples. Porém, achar um projeto bem cotado não é fácil. Isso porque regrinhas simples não são respeitadas, ou nem conhecidas por algumas pessoas que trabalham na área, mas nunca fizeram um curso.
  Cotar um projeto de forma que fique visualmente bonito e legível requer um pouco de habilidade, capricho e paciência.
   Vou deixar algumas dicas aqui que podem ajudar a melhorar a visualização das cotas do seu projeto:

1 – As linhas de chamada (as perninhas da cota) nunca – nunca – devem encostar no desenho. Falei nunca mesmo! Isso evita confusão na hora de ler e interpretar o desenho.

2 – A letra deve ser de fácil entendimento, recomendo arial ou romans.

3 – O tamanho da cota de um desenho arquitetônico deve seguir uma regrinha básica. Faça a cota da espessura de uma parede de 15cm. O número 15 deve caber entre as duas linhas da cota;

4 – A espessura da linha deve ser bem fina, em cor preta. Deve ser da mesma espessura dos blocos, ou no máximo, pouca coisa mais espessa que eles;

5 – Como costumo usar projeção do beiral em todos os meus desenhos, afasto a linha de chamada, limitando-a projeção;

6 – Faço um “offset” de 50 cm da projeção do beiral, para a linha de cotas parciais, e mais 50 cm para as totais;

7 – Tudo na edificação deve ter a(s) linha(s) de cotas parciais e 1 linha de cota total, por exemplo: Você esta cotando uma parede, e nesta parede tem uma sacada em balanço. Você passa a primeira linha de cota parcial que vai apontar as dimensões das paredes, uma segunda linha de cotas parciais que vai apontar as dimensões da sacada, e uma terceira linha de cotas que vai apresentar a medida total da parede;

7 – Cotas não podem atravessar o desenho;

8 – Não se cota projeção;

9 – Cotas de altura nos cortes só onde o corte é plano, você não pode cotar por exemplo uma parede inclinada no local que passa o corte, pois essa altura é variável. Também não se cota em corte os objetos em vista, só aqueles que realmente estão sendo “cortados”;
Veja o exemplo na figura abaixo:


Esgoto sanitário em propriedades rurais

    Hoje pela manhã – dia 24 de julho de 2011 – assisti na Rede Globo, no programa “Globo Rural” uma matéria muito interessante sobre Fossa Séptica em propriedades rurais.
Atualmente 80% dos leitos hospitalares são ocupados por pessoas que estão doentes por falta de saneamento.
  As propriedades rurais são ainda mais afetadas, pois os dejetos domiciliares são encaminhados para as “fossas negras” – buraco no solo onde se acomoda o dejeto sem qualquer tipo de tratamento –
   Veja a reportagem e o modelo de fossa que está sendo usado, os resultados, e o quão interessante é o sistema!

Certificado de Conclusão de Obras

   Sabiamente algumas cidades, através do poder público municipal, estão exigindo "Certificado de Conclusão de Obras" para que possa formalizar a abertura de empresas.
O único “prejudicado” é o bolso do proprietário que precisa arcar com os custos da legalização da obra para obter o seu alvará de funcionamento. Ademais, todos ganham. Projetistas, Engenheiros e Arquitetos vêem o movimento dos seus escritórios aumentarem, gera receita para a prefeitura pois os projetos precisam ser aprovados para receber o alvará de construção e a população, bem como o usuário, pois isso reflete em mais segurança na construção civil, ou seja, toda a cidade sai ganhando.
   O Certificado de Conclusão de Obras é do documento final, o mais importante da Obra, pois ele comprova que a obra foi realizada de acordo com o que estava previsto no projeto aprovado pela Prefeitura e que, portanto, atende às exigências da legislação e pode ser ocupado com segurança.
 Não é exclusividade para empresas a exigência deste certificado, ele também é indispensável para todo e qualquer tipo de residência, pois atualmente os bancos exigem tal documento para a liberação de financiamentos.

   Os passos para conquistar o tão importante Certificado de Conclusão de Obras são:

1º Aprovar o Projeto Arquitetônico na Prefeitura da sua cidade, sendo que:

a) Se for obra comercial, industrial, de serviços ou residência multifamiliar, precisará aprovar primeiramente o Projeto Preventivo de Incêndio no Corpo de Bombeiros;

2º A aprovação dos Projeto Arquitetônico garante a emissão do Alvará de Construção, onde o cliente conquista o direito de iniciar a obra, como mostrado na figura abaixo;


3º Com o Alvará de Construção em mãos, o cliente ou o responsável técnico se dirige até a Vigilância Sanitária, onde solicita o Alvará Sanitário (habite-se) como na figura abaixo;


4º Tendo o Alvará de Construção e o Alvará Sanitário em mãos, o cliente ou responsável técnico finaliza o processo, indo até a Prefeitura solicitar o Certificado de Conclusão de Obras. Neste último passo, inclui-se a vistoria da obra, pelos fiscais da Secretaria de Infra-estrutura Urbana e pelos Bombeiros.

Estando tudo certo, execução de acordo com o projeto, os fiscais liberam a obra, conferindo-lhe o CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE OBRAS, como na figura abaixo;


Para finalizar com chave de ouro, o cliente ainda pode Averbar a edificação, registrando em cartório a existência no terreno, daquela edificação. No registro e na escritura, constará da seguinte maneira, exemplo: "Um terreno de tantos m² edificado com uma casa de alvenaria com 278,00 metros quadrados".

Informações no Projeto Arquitetônico

   Em um projeto arquitetônico, nada está alí por acaso ou por ser bonito. Toda informação é de utilidade, hora para quem fará os projetos complementares, hora para os executores da obra.
  Uma obra executada apenas com o projeto arquitetônico pode trazer muitas dores de cabeça futuras para quem for usar o imóvel. Os projetos complementares são tão importantes quanto o projeto arquitetônico.
  Mas esta introdução que fiz, foi para chegar ao ponto chave desta postagem: quais informações são indispensáveis no projeto arquitetônico?
   Como citei, todas as informações do projeto arquitetônico são importantes para que projetos complementares e a execução da obra saiam a contento, do jeito que o cliente deseja. Porém, nem mesmo o cliente sabe que precisa de alguns elementos que devem ser informados no projeto arquitetônico. Por exemplo: ponto de água para mangueira de jardim, ralo na sacada, arandelas nas paredes, iluminação do jardim, ponto de energia para o portão eletrônico e interfone, etc.
   É de responsabilidade do projetista discriminar atenciosamente essas necessidades do cliente, para que ainda que não seja executado em um primeiro momento, precisa estar previstos.
   No projeto arquitetônico devem estar informados também: local da pia da cozinha, vaso sanitário, lavatório e chuveiro, bem como banheira. Tanque, máquina de lavar, e pontos de necessidades especiais como: máquina de secar roupa, condicionadores de ar, exaustor, telefone, central de alarme, etc. Eu particularmente dispenso outros blocos, como roupeiro, cama, sofás, mesinhas, escrivaninhas etc. Pontos de energia elétrica devem ser distribuídos em larga escala pelos ambientes, independente de onde quer que esteja disposta a mobília.
   Cliente gosta de ver “bloquinhos” por todo o projeto, isso é um fato. Mas é preciso observar que ás vezes projetos muito enfeitados podem esconder falta de qualidade no projeto em si.      Quando falo em qualidade de projeto refiro-me a capacidade que este deve ter de ser auto explicativo.
   Para resolver essa questão faça uma planta humanizada para satisfazer a necessidade do cliente de imaginar o resultado final. Para o arquitetônico apenas o básico, bem feito, bem cotado, com layers que diferenciem notoriamente os elementos do projeto.
 Clientes: não aceitem projetos sem as informações mínimas para o seu executor compreender o projeto e conseguir realizá-lo.
Informações mínimas para o projeto executivo (aquele que vai para a obra):
- Planta baixa – plantas cotadas, com informações de portas, janelas, e aparelhos de utilização (pia, vaso, etc.), cotas de nível e identificação dos ambientes;
- Cortes - no mínimo 2, com informações de pé direito, altura de portas e janelas, peitoril das janelas, cerâmica onde deve haver cerâmica, localização do reservatório (caixa d’água), escada se houver, desníveis etc;
- Elevações – 2 fachadas, normalmente uma frontal e uma lateral;
- Implantação – a “situação” mostra a localização exata da obra dentro do lote (terreno), com afastamentos (recuos) tamanho dos beirais, distribuição das águas do telhado, norte magnético, etc;
- Localização - a localização do lote na quadra, com indicação de ruas próximas;
- Tabela de esquadrias – é necessário indicar exatamente quais as aberturas, modelos, materiais, quantidades etc.
- Memorial descritivo e quadro estatístico - contendo dados da obra;
- Selo – contendo informações do cliente e do responsável técnico, não deixe jamais de contratar profissionais registrados no CREA. Abra o olho com projetistas estilo "faz tudo". Projeto Estrutural tem que ser feito por Engenheiro Civil, Projeto Elétrico por um Engenheiro Eletricista, etc.
   Ademais, um projeto aprovado na prefeitura é garantia de que atende as normas técnicas bem como a legislação vigente da sua cidade. Construa só após obter o Alvará de Construção.
   Obra pronta é só curtir...


Beiral de laje


     O famoso beiral de laje estilo "escadinha" caiu no gosto dos brasileiros. Pelo menos aqui no sul virou febre. Muitas vezes a pessoa não sabe o que quer na casa, mas tem a certeza que o beiral tem que ser “escadinha”.

     Existem variações do estilo da ponta do beiral, o “escadinha” talvez já esteja saindo de moda.
   Ele pode ser executado de duas formas, pelo menos que eu saiba, mas com certeza pedreiros bem animados consigam elaborar formas diferentes de executá-lo.


1º - beiral de laje estilo “escadinha” com tijolo: Duas fiadas de tijolo deitado contornando o beiral de laje, afastados aproximadamente 5 cm um do outro para fora do beiral, que após rebocados tornam-se parte integrante do conjunto não sendo possível sua percepção.

Prós – muito fácil execução, leve e econômico;
Contra – frágil.

2º - beiral de laje estilo “escadinha” com concreto: É necessário moldar a fôrma de acordo com o gosto do cliente. Pode ser concretado junto a execução da laje, ou depois da cura desta, executar um concreto “in loco” para preenchimento das fôrmas.
Prós – muito resistente, mais fácil de rebocar, torna-se uma estrutura única;
Contra – mais caro, a fôrma é bastante difícil e trabalhosa para ser executada.

     Nos dois modelos é preciso contratar um “calheiro” para fazer uma pingadeira que evita o escorrimento de água pela alvenaria.
     Vale ressaltar que em ambos os casos, a medida de projeto deve especificar bem até onde vai a laje, e quanto mais avança o detalhe. Por exemplo: Se o beiral final pode ficar com no máximo 80 cm, desconta-se 5 cm de cada degrau (2) ou seja: 10 cm. Resultando portanto 70 cm de laje + 10 cm de detalhe = 80 cm de beiral. Caso contrário você poderá ter problemas com a fiscalização quando da vistoria de conclusão de obras.
    Verifique na sua cidade o que a legislação vigente fala sobre beirais, ou avanço nos recuos.
    No projeto arquitetônico um detalhe vem bem a calhar. Faz com que os executores não tenham dúvidas na hora de proceder com o beiral. Veja o meu detalhe:

Ralos

  Uma pequena palavra, tão simples quando dita, tão barata quando comprada, tão simples na sua instalação, mas que tem valor e utilidade incalculável.
  Eu vivo diariamente o problema de uma sacada gigante sem ralo. São 10 metros de sacada, bastante sujeira, bastante água de chuva e apenas dois “caninhos” enjambrados que maltratam a vida do morador, e principalmente de quem limpa.
  Para o ralo são direcionadas as águas provenientes da chuva, da lavação do piso, no banheiro e principalmente no box do banheiro. Vale lembrar que existem dois tipos de ralo: o “ralo seco” e o “ralo sifonado”.
1º Ralo seco – é usado em pisos diversos, como em sacadas, garagens, varandas, onde não há ligação direta com a tubulação que vem de pias ou banheiros. Porque? Simples: O ralo seco não tem o famoso “fecho hídrico” que é a retenção de uma pequena quantidade de água no fundo do ralo que impede a passagem de odores (mau cheiro proveniente da rede de esgoto do imóvel). O ralo seco pode ser instalado em sacadas, varandas e garagens porque é ligado diretamente na rede de água pluvial (água da chuva), ou direcionadas diretamente para a rede pública de coleta (aquela que passa na rua). Veja na figura abaixo o exemplo:
Ralo seco vista

Ralo seco corte

2º Ralo sifonado – é usado em banheiros, box, cozinhas, ou qualquer outro lugar que exista a ligação direta com uma tubulação de esgoto. Isso porque o ralo sifonado exerce a função de “sifão” ou seja, possui o “fecho hídrico” e impede que os odores provenientes do sistema de esgoto voltem pela tubulação e invadam o ambiente. E sinceramente, não existe nada mais desagradável que estar em um ambiente tomado por mau cheiro de esgoto. Veja na figura abaixo o exemplo:

Ralo sifonado vista
                                                           
Caixa sifonada corte

     O fecho hídrico que falei acima é uma lâmina de água que devido a curva projetada na peça não escorre totalmente, ou seja, essa água impede com garantia de 100% que mau cheiro e maus odores não voltem e invadam o ambiente. Veja na figura abaixo o exemplo:
Fecho hídrico

     Eu considero indispensável que o projetista arquitetônico informe em projeto os locais onde devem haver ralos. Pois devido aos níveis e ou detalhes arquitetônicos ele saberá se ficará ou não água acumulada em determinados lugares. 
    Imagine um prédio de 12 andares sem ralo na sacada (coisa que não é difícil de acontecer). O morador do último andar resolve lavar sua sacada. A água é direcionada através daqueles caninhos improvisados e vem caindo molhando todos os andares abaixo. Respinga paredes, cai na sacada abaixo, molha transeuntes etc... é um caos. Como falei no início desta postagem é muito barato e fácil instalar esses ralos. 
  O projetista informa no projeto onde deve haver ralo, e o engenheiro que for fazer os projetos complementares (de água e esgoto) decide e especifica se usa o “ralo seco” ou “ralo sifonado”.
Simples assim!
    O que não vale é deixar os moradores ou usuários reclamando pelo resto da vida e dizendo “quem foi que projetou isto aqui?”
Abraços..

Criando pranchas no AutoCAD

      Vou ensinar a maneira mais simples de criar pranchas para plotar seus projetos no modo "layout" do seu AutoCAD, são poucos passos:

1º - Depois de desenhar seu projeto no modo "model", clique no modo "layout" conforme a figura abaixo:


    Em layout você cria sua prancha, contendo informações como nome do responsável técnico, CREA, nome do cliente, endereço da obra, tipo de projeto, numeração das pranchas, conteúdo das pranchas etc.
    A prancha é criada normalmente, como um desenho qualquer.

2º - Em seguida, nas configurações de layers, você cria uma nova layer, chamada VPORT, da cor que achar melhor para sua visualização, e clica no ítem "não imprimir, ou bloquear plot" conforme a figura abaixo:

  
      A layer VPORT  é para criação de viewports onde os elementos do seu projeto arquitetônico, tais como planta baixa, cortes, fachadas, localização, implantação etc. irão aparecer dispostos na prancha!

3º - Entre na layers VPORT e digite "mv" (sem as aspas) e de enter então você estará no modo criação de uma viewport. Clique em dois cantos formando um quadrilátero. Você terá criado uma viewport. Nesta viewport aparecerá o projeto que você criou lá no modo "model"... Veja na figura abaixo o modelo:


4º - De um clique duplo dentro da viewport que você criou, centralize o desenho, e de o fator de escala. Vá até ploter/impressora e simule uma impressão. Eu uso a minha prancha em escala 1/5, pois ao dar o fator de escala, o meu desenho já fica em escala 1:50. Para dar o fator de escala você digita "z" enter "s" enter "1xp" tudo sem aspas, e faça um clique duplo fora da viewport. Para deixar em escala 1/100 digite "z" enter "s" enter "0.5xp".  Olhe a figura abaixo: 


Você chegará neste ponto, onde já deixou tudo pronto para plotar seu projeto!
O resultado deve ser igual a esse mostrado na figura a seguir:


5º - Novamente simule a plotagem/impressão, use o "window" para isso. Com as escalas que informei, você deve chegar ao resultado mostrado na figura abaixo.
      O mesmo processo deve ser usado para gerar plt ou pdf.


      Desta maneira você consegue facilmente elaborar pranchas, plotar projetos, gerar pdf entre outros.
      Experimente fazer no seu computador e me conte como foi!
      Abraços...

Prédio "Verde" na França

      Na cidade de Nantes, na França, um prédio residencial em construção terá a fachada toda coberta por vegetação. As plantas escolhidas são de uma espécie acostumada a crescer entre rochas.


      A vegetação crescerá dentro de tubos de aço inoxidável, com o objetivo de fornecer sombra e conforto aos moradores. As varandas se estendem por todo o perímetro do prédio, mas somente uma parte dela será protegida por tubos, garantindo o máximo de crescimento da planta.


      A criação chamada “Tour Végétale de Nantes” de Edouard François, é mais uma das criações verdes deste visionário conhecido por incorporar a vegetação à arquitetura.



Sua obra mais conhecida é um conjunto habitacional em Paris chamado Bio Eden, na foto abaixo:


Prédio em forma de Cacto no Catar - Península Arábica

     No Catar, um emirado da Península Arábica projetou e irá executar um projeto de um prédio inspirado em um cacto. O prédio abrigara os Ministérios de Municípios e da Agricultura.
      O prédio-cacto foi pensado também com um sistema que, de acordo com o calor e com a iluminação, abre e fecha as janelas, criando sombras e deixando a temperatura interior mais amena.
      O projeto foi feito pelos arquitetos de uma empresa tailandesa.





Joinville ganha novo site de Consulta Amarela

A SEINFRA (Secretaria de infra - estrutura urbana de Joinville) lançou o novo site de Consulta Amarela.
O site é bonito, arrojado, e aparentemente mais confiável. 
O usuário não precisa mais anotar o protocolo, pois agora as consultas ficam disponíveis mesmo depois de finalizadas. O usuário se cadastra, cria e acompanha as ocorrências até serem finalizadas, para então imprimi-las  e anexa-las aos processos.
Infelizmente os dados que eram fornecidos antigamente neste novo modelo não estão mais disponíveis.
Eram fornecidas ao digitar a inscrição imobiliária as seguintes informações:

*nome da rua e número da edificação;
*testa do lote;
*área do lote;
*área construída;
*nome do proprietário do lote;
*zoneamento em que o lote está inserido;
*taxa de ocupação permitida;
*usos admitidos.

Agora algumas dessas informações devem ser informadas na hora da abertura da ocorrência, sendo que a única informação útil fornecida pela Consulta é o Zoneamento predominante, que permite ao projetista elaborar estudos de acordo com as leis de uso e ocupação dos solos da Cidade.
Na minha humilde opinião, ficou bonito, nada mais que isso. A antiga consulta amarela era muito mais recheada de informações.



Quer visitar Veneza?

Visitar Veneza não demanda mais de deslocamento.
Você pode passear por lá através do site http://www.veniceconnected.com/
A visita virtual é muito agradável, é claro que não é como estar lá pessoalmente, mas já dá para se divertir.

     

Maneiras de dividir ambientes sem perder iluminação.

      Aproveitar a claridade natural, integrar ambientes ou simplesmente conseguir um efeito cenográfico – são muitas as funções da transparência na arquitetura.
      
      A Revista Arquitetura e Construção edição de Junho vem com uma matéria muito interessante sobre:


Sete jeitos de usar vidro e outros
materiais transparentes



       “As pessoas estão mais sensíveis a propostas que envolvam Transparência”, observa o arquiteto Valério Pietraroia, do escritório paulista NPC Arquitetura. Essa tendência está de acordo com as novidades em matérias-primas. O policarbonato tem conquistado fãs graças a seu manuseio simples. “E a tecnologia fez com que os vidros também passassem por uma evolução. Hoje, só o fechamento transparente não basta – é preciso oferecer valor agregado, como isolamento termoacústico e segurança”, revela Elisabeth Abduch, arquiteta e consultora especializada em vidros.
       Escolhi os quatro mais usuais e interessantes para compartilhar com vocês! Aproveitem...

      


"Para dar ênfase à parte social desta casa, que tem um living extenso, um painel de vidro curvo de 22 m de comprimento contorna o ambiente e permite a entrada generosa da luz natural. No centro, o desenho abraça a obra de arte de Artur Lescher", conta o arquiteto Ruy Ohtake, de São Paulo, autor do projeto. Três aberturas laterais dão passagem para o jardim. Trabalho da Penha Vidros. 








O efeito artístico deste painel (1,75 x 2,50 m) foi obtido com fitas brancas adesivadas na instalação 
entre duas placas de vidro temperado iguais, que formam um sanduíche com 20 mm de espessura. "Como o ambiente social deste apartamento é amplo, pensamos em criar divisórias, mas sem impor barreiras visuais. O elemento translúcido integra os espaços", conta Patricia Anastassiadis, arquiteta de São Paulo responsável pela ideia. Trabalho da Comovil.




Para aproveitar a vista da mata nativa ao redor desta casa, o arquiteto Frederico Zanelato, de são Paulo, investiu nos cobogós de concreto (Facital) recheados de vidro comum de 3 mm de espessura. "Como os elementos vazados já possuem rebaixo, assentamos as placas com massa de vidraceiro. Depois pintamos as peças com tinta acrílica branca", revela o profissional. o rejunte entre elas foi frisado com o auxílio de uma placa de madeira e um prego.




Recursos usados em frigoríficos serviram de referência a este projeto do estúdio paulistano superlimão. "Queria aproveitar a luminosidade da área de serviço sem dificultar a passagem para o espaço de cerca de 2 m². Para deixar a ideia mais moderna, escolhemos a cortina colorida de pvc, que segue o estilo daquelas utilizadas em câmaras frias", conta o arquiteto Lula Gouveia. No alto, um trilho com grampos fixado diretamente na laje prende as faixas de 2,80 x 0,20 m (Initron plásticos).



"As informações e fotos desta postagem foram extraídas da Revista Arquitetura e Construção (Editora Abril) do mês de Junho"

Fases de uma obra

As fases de uma obra são:

PROJETO:
É a fase onde os desejos do consumidor precisam ser totalmente atendidos. É a fase mais importante onde se garante a especificação dos produtos que serão aplicados na obra nas fases seguintes. É uma área de trabalho muito interessante e bem remunerada.


INFRA-ESTRUTURA:
Nesta fase é realizada a preparação do terreno, como aterro, cortes, a construção do barracão de obras, etc. É nesta etapa que é feito o pedido das ligações provisórias de água e energia elétrica, necessários para o andamento da obra.









FUNDAÇÃO:
São os alicerces da edificação, são as estacas, blocos, sapatas, baldrames (vigas no solo).









ESTRUTURA:
É toda a parte estrutural da edificação. Considera-se como estrutura além das já citadas em FUNDAÇÃO os pilares, as vigas (vigas aéreas também chamadas de viga de cobertura) e as lajes. Os intens de fundação e estrutura se dividem em outros itens, além de haver centenas de variações destes componentes. No que diz respeito a importância de execução esta é sem dúvidas a fase mais importante, pois é muito difícil e caro fazer possíveis consertos de erros na  estrutura posteriormente. Por exemplo, uma cerâmica mal instalada pode facilmente ser substituída, já um pilar ou uma viga mal executada é muito difícil se ser consertada.









 VEDAÇÕES:
Trata-se do chamado fechamento e divisão dos cômodos da edificação, normalmente de alvenaria. As variações são muitas, podendo a vedação ser executada em madeira, gesso, isopor, além do próprio concreto. Neste tópico incluímos a colocação de portas e janelas, instalações de água e energia elétrica.









 COBERTURA:
É a execução da cobertura da edificação, que pode ser com telhado ou laje. A cobertura possui um infinidade de elementos, tipos e modelos. Tema este que posso abordar a fundo em um próximo post.









ACABAMENTO:
É a finalização da obra, constitui a instalação de cerâmica, aparelhos sanitários, pintura etc. 
É a parte da obra onde os insumos são os mais caros.

Funções, tipos e padrões de obras

      Todo cliente tem necessidades específicas, que se refletem na hora de fechar um negócio. Para saber o que oferecer, é necessário realizar um trabalho de pesquisa em relação ao cliente que vai atender. Por exemplo, procurar saber se ele irá construir, reformar ou ampliar, qual tipo de obra, qual o padrão da obra, onde ele mora.
     O cliente normalmente não tem experiência e nem conhecimento sobre o assunto, por isso é importante sabermos orientá-lo.
      Vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos, padrões, funções e fases de uma obra.

FUNÇÕES DA OBRA:


   Residencial:

    Comercial:
    

    Infra-estrutura:
    
    
    Industrial:
    
TIPOS E PADRÕES DE OBRAS:
     
    Horizontal popular:
    
   
    Vertical Popular:
    
      
     Horizontal Médio:
     

      Vertical Médio:
      
      
      Horizontal Luxo:
      

      Vertical Luxo:
      

      Conhecendo bem o seu cliente, quais as suas necessidades e suas possibilidades você saberá exatamente o que ele precisa. 
      No próximo post irei falar sobre as diversas FASES de uma obra.